gototopgototop
46 - O TEMPO DA TRIBULAÇÃO E A GRANDE TRIBULAÇÃO PDF Imprimir E-mail
Avaliação do Usuário: / 1
PiorMelhor 


O TEMPO DA TRIBULAÇÃO E 
A GRANDE TRIBULAÇÃO


Textos básicos: Mateus 24:15-30


                                    

     Para alguns cristãos é preciso resolver ainda uma questão: Cristo voltará antes ou depois da “Grande Tribulação”?

    A expressão “Grande Tribulação” vem de Mt 24:21 (e paralelos), onde Jesus diz: “porque nesse tempo haverá Grande Tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais”.

    Já observamos que a Pregação do Evangelho, Tribulação, Apostasia e Governo do Anticristo são quatro sinais interligados. Cada um traz, provoca e realimenta o outro. Por isso, quando agrupados no quadro do fim, eles revelam três aspectos de uma mesma situação.

    Como já verificamos, em Mt 24 Jesus está respondendo a uma pergunta dos discípulos Quando e que sinal haverá da:

    a) destruição de Jerusalém; 

    b) da segunda vinda de Jesus; e

    c) do fim do mundo;

    Sendo que as duas últimas podem ser vista englobadamente. Portanto, a resposta acerca da destruição de Jerusalém está entremeada com a resposta acerca da segunda vinda e vice-versa. Sendo que o desfecho e o cumprimento final e total relaciona-se com a segunda vinda de Jesus: e o cumprimento da primeira, já no 1° século, no ano 70, é um testemunho histórico de que tudo que Jesus disse irá acontecer exatamente conforme Ele diz (Mt 24:35). O fato é que o grande sofrimento dos judeus quando da destruição de Jerusalém ainda foi pequeno em relação ao que se dará na preparação e no desfecho final para Jesus se manifestar; além disso, os crentes atentos fizeram o que Jesus diz no verso 16.

    O próprio texto de Mt 24 nos mostra que Jesus fala dos dois acontecimentos, mas com ênfase maior no segundo, ou seja, a tribulação que virá como sinal da sua segunda vinda, é o que se vê em Mt 24:9,21,22 e 28-30. A tribulação tão grande, como nunca houve, nem nunca haverá, e que exigirá a abreviação daqueles dias por amor aos escolhidos (os convertidos), será a última, e muito pior do que qualquer coisa que já aconteceu ao longo da história.


    Há vários outros textos que se referem a essa tribulação. Já fora profetizada desde o Antigo Testamento por Jr 30:7; Sf 1:14-18; Joel 2:30-32; Dn 12:1; etc; e, é descrito com detalhes no livro de Apocalipse, especialmente, em Ap 6:3-17 e nos capítulos 8, 9 e 16. Está entrelaçada nas descrições dos capítulos de Ap 10 a 15 e 17 a 19. Não dá para esses textos todos serem estudados nas reuniões da semana, mas cada irmão precisa estudá-los particularmente, e diversos aspectos do conteúdo deles poderá ser mencionado e visto nos estudos. Aqueles que se prepararem bem, conseguirão fazer isso.


A NATUREZA DA TRIBULAÇÃO 


    No Sermão Profético, Jesus fala da tribulação como um sinal dos tempos que deve ser esperado por seu povo ao longo do período entre sua primeira e segunda vindas. Assim, por exemplo, Ele diz em Mt 24:9,10: “Então sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome. Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros”. Uma vez que no contexto imediato (v.14) Jesus prediz que o evangelho do Reino será pregado por todo o mundo uma pregação que continuará até o fim, é óbvio que a tribulação mencionada anteriormente não é limitada ao período imediatamente anterior a Parousia (presença ou chegada).

    Outras declarações de Jesus indicam que Ele previa sofrimento e tribulação guardados para seu povo no futuro. As palavras sobre este assunto, no Sermão do Monte, são bem conhecidas: “Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem e vos perseguirem e, mentindo, disseram todo mal contra vós. Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós” (Mt 5:10-12). No assim denominado “discurso do cenáculo”, encontrado no Evangelho de João, vemos Jesus dizendo: “Se me perseguiram a mim, também perseguirão a vos outros” (Jo 15:20); “No mundo passais por aflições; mas tende bom animo, eu venci o mundo” (Jo 16:33). Pronunciamentos deste tipo também apresentam a tribulação como um sinal dos tempos continuado ou repetido.

    Mas, também, encontramos Jesus falando no Sermão Profético acerca de uma tribulação final que está reservada para seu povo -, uma tribulação da qual os sofrimentos que acompanhariam a destruição de Jerusalém seriam apenas uma antecipação. Observe a intensidade da seguinte descrição: “porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais. Não tivessem aqueles dias sido abreviados, ninguém seria salvo; mas por causa dos escolhidos, tais dias serão abreviados” (Mt 24:21,22). Embora o cenário destas palavras tenha um colorido distintivamente judeu e da Judéia (“Orai para que a vossa fuga não se dê no inverno, nem no sábado” v.20), as palavras “não tem havido, e nem haverá jamais” e a referência ao abreviamento dos dias por causa dos eleitos indicam que Jesus está predizendo uma tribulação tão grande que superará qualquer tribulação que a possa preceder. Em outras palavras, Jesus está aqui olhando para além da tribulação reservada para os judeus na época da destruição de Jerusalém, para uma tribulação final que ocorrerá no fim desta era. Pois de acordo com os versos 29 e 30, Jesus prossegue indicando que esta “Grande Tribulação” precederá imediatamente a sua Segunda Vinda: “Logo em seguida à tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento e os poderes dos céus serão abalados. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do homem vindo sobre as nuvens do céu com poder e muita glória”.

    Concluímos, então, que o sinal da tribulação não é restrito ao tempo do fim, mas caracteriza toda a era entre as duas vindas de Cristo. Por causa da oposição continuada do mundo ao Reino de Deus, os cristãos devem esperar sofrer tribulações e perseguição de uma ou outra espécie durante toda esta era. Baseados nas palavras de Jesus em Mt 24:21-30, entretanto, somos de parecer que haverá também uma tribulação final e culminante imediatamente antes de Cristo retornar. Essa tribulação não será basicamente diferente de tribulações anteriores, que o povo de Deus teve de sofrer, mas será uma forma intensificada dessas mesmas tribulações.

    Nas palavras de Jesus, não encontramos indicação de que a grande tribulação que ele prediz será restrita aos judeus, e que os cristãos gentios ou a Igreja, em distinção aos judeus, não terão de passar por ela. Esta posição, geralmente ensinada por dispensacionalistas, não tem base nas Escrituras. Pois se a tribulação, conforme acabamos de ver, deve ser suportada por cristãos ao longo de toda esta era, que razões haveria para restringir a tribulação final aos judeus? Que razão há para restringir o número de eleitos aos judeus, se os dias da tribulação final serão abreviados por causa de todos os eleitos? (Mt 24:22). Não implicará a última referência de Jesus ao arrebanhamento dos eleitos “dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus” (Mt 24:31), que Ele está pensando aqui em todo o verdadeiro povo de Deus, e não apenas nos judeus eleitos?

    O sinal da tribulação, assim como outros sinais dos tempos já discutidos, não nos autoriza a datar a Segunda Vinda de Cristo com exatidão. O povo de Deus terá de sofrer tribulação ao longo desta era; quando a forma final intensificada desta tribulação irá acontecer, é difícil de dizer. Talvez, para alguns cristãos que vivem hoje no mundo, a Grande Tribulação já começou. William Hendrikesen sugere que a Grande Tribulação não necessita de vir sobre todo o mundo ao mesmo tempo, mas pode estar sendo experimentada por cristãos que são perseguidos por causa se sua fé em países controlados por governos anticristãos. 

    Em qualquer evento, este sinal deveria nos pôr a todos em guarda. Quando cristãos sofrem tribulação ou perseguição, isto deve ser reconhecido como um sinal da volta iminente de Cristo. A questão é: Será nossa fé forte o bastante para suportar a tribulação?


CRISTO VOLTARÁ APÓS UM

PERÍODO DE TRIBULAÇÃO NA TERRA


    O Novo Testamento não afirma claramente em lugar algum que a Igreja será tirada do mundo antes da tribulação. Esperaríamos encontrar pelo menos um ensino explícito a respeito disso no Novo testamento, se um fato importante como esse fosse ocorrer. Com certeza Jesus nos diz que voltará e nos levará para estar com Ele (Jo 14:3), e Paulo nos diz que seremos elevados nas nuvens para nos encontrar com o Senhor no ares (I Ts 4:17), e que seremos transformados num piscar de olhos e receberemos um corpo ressurreto (I Co 15:51-52), mas cada uma dessas passagens tem sido compreendida pelos crentes ao longo da história como referências não a um arrebatamento secreto da Igreja antes da tribulação, mas a um arrebatamento público muito visível da Igreja para que esteja com Cristo um momento antes de sua vinda à terra com eles para reinar durante o reino milenar. 

    Além disso, é muito difícil compreender I Ts 4:17, a única passagem que fala explicitamente do fato de que a Igreja será “arrebatada”, como se tratasse da idéia de uma vinda secreta. O texto diz: “Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus” (I Ts 4:16). Sobre essas palavras diz Leon Morris com razão: “Pode ser que com isso ele queira que compreendamos que o arrebatamento ocorrerá em secreto, e que ninguém, exceto os próprios salvos, saberá o que está acontecendo”.

    

CONCLUSÕES


    1 - A base e a natureza das tribulações para os crentes e da Grande Tribulação decorre da rejeição e de ódio que Satanás, através das pessoas (pessoas perdidas), têm a Jesus. A tribulação dos crentes sempre vem através da PERSEGUIÇÃO.


    2 - Ao longo da história Deus faz uso da tribulação e das dificuldades que sobrevém à Igreja, para limpá-la do joio, a fim de que não seja sufocada por ele. As perseguições e outras dificuldades sempre são usadas para que os falsos crentes pareçam (Mt 24:13). Mesmo assim, alguns ficarão até aqueles dias.


    3 - Além, disso, Deus sempre fez, e fará uso da tribulação para preparar os que são salvos para a vida no Céu, a fim de que, crescendo no AMOR a Deus agora, eles desfrutem em grande plenitude a vida que se viverá no Céu (I Pe 1:3-8).

    

    4 - Também, a tribulação sobre os crentes agora e naqueles dias, será intensificada através dos falsos crentes; estes serão, como já são aqui e acolá, um precioso instrumento nas mãos de Satanás para esse fim (Mt 24:9,10).


    5 - A tribulação virá sobre a humanidade inteira a fim de que o juízo de Deus venha sobre todos os perseguidores do seu povo para que sejam castigados e punidos, ainda na terra, pelos males causados á Sua Igreja.


    6 - Como tem acontecido em vários países desde os primeiros anos da Igreja, uma grande quantidade de crentes morrerá pela sua fé e fidelidade ao Senhor Jesus (serão martirizados). Para estes a morte já será um prêmio, mas aqueles que Deus não permitir morrer para receberem o Senhor na sua vinda serão sustentados e amparados por Deus para resistirem. Deus não permitirá que percam um único cabelo (Lc 21:18). Eles serão protegidos de forma especial pelo Senhor.


    7 - Lendo o Apocalipse descobre-se que há diversas formas para tribulação universal se desenrolar e quem ler direito e observar os sinais dos tempos, perceberá que ela já está se desenvolvendo nos dias atuais em quase todo o mundo (Mt 24:32,33). 

 

Enquete

Existe Bullying nas Igrejas?